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‘Neymar da Paralimpíada’ busca o ouro no Mundial de Atletismo em Londres – Esportes

Daniel Martins disputa a final dos 400 metros no Mundial Paralímpico de Londres-2017

Neymar, aqui vai um recado para você: o atleta paralímpico Daniel Martins tem você como um dos maiores ídolos — e ele sonha em te conhecer.

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Apesar de ainda não terem se encontrado, as vidas desses dois atletas começaram a se cruzar após os Jogos do Rio-2016, quando Danielzinho conquistou a medalha de ouro para o Brasil nos 400 metros, categoria T20 (para corredores com deficiência intelectual) e ficou conhecido como o “Neymar da Paralimpíada”, por sua semelhança física com o craque da seleção brasileira, acentuada pela forma de se vestir e pela forte presença nas redes sociais.

“Eu tenho tanta vontade de me encontrar com ele, trocar experiências, conversar. Quem sabe, né? Se Deus abençoar, e aí a gente poderia se ver”. No dia em que esse encontro acontecer, provavelmente o astro do Barcelona ficará agradecido.

Danielzinho é um sujeito muito agradável de se conversar. De família humilde, como quase todo grande atleta brasileiro, teve uma infância pobre, era arteiro, ou “espoleta”, em suas próprias palavras, gostava de brigar com outras crianças — resumindo, deu trabalho para os pais em Marília, cidade do interior de São Paulo. Suas primeiras professoras diziam à mãe que ele não seguia o ritmo dos outros alunos na hora das tarefas. A dificuldade no aprendizado e as brincadeiras o magoavam na época, mas não o desmotivaram.

Danielzinho tem obtido ótimos resultados em sua carreira. Além do ouro, com recorde mundial, no Rio, ele foi medalha de ouro no Mundial de Doha, em 2015. Nesta segunda-feira (17), ele disputa a final da mesma prova no Mundial Paralímpico de Londres-2017, e é o grande favorito para a vitória e para o bicampeonato — ele ainda vai correr os 800 metros no evento.

“Eu sempre corri muito. Quando eu era criança, a gente tinha muita dificuldade. Eu queria jogar bola, mas os meus pais não podiam comprar uma chuteira. Até que um dia deu — a minha primeira chuteira era azul”, diz Danielzinho com suavidade na voz. Ele tentou o futebol nas categorias de base do Real Espanhol, time que não existe mais na sua Marília, mas foi no atletismo que conseguiu aparecer para o esporte. “Infelizmente o futebol não abriu as portas para mim. Mas felizmente o atletismo abriu”, diz o garoto. Ele chamou a atenção de uma professora, que o encaminhou à Casa do Pequeno Cidadão.

“Pra falar a verdade, no começo eu ia só pra comer mesmo, mas ai eu comecei a gostar”, revela o velocista, que encontrou resistência em casa para dar sequência à carreira. “Meus pais e meus amigos não aceitaram de primeira. Mas aí eu insisti e fui. Depois que eu ganhei os títulos eles deixaram eu continuar”, brinca.

E esse negócio de semelhança com o atacante da seleção do técnico Tite? “Ah, muita gente diz isso no meu Instagram e no meu Facebook. Eu levo na brincadeira porque eu torço muito pelo sucesso do Neymar, sabe? Não só no futebol. Ele venceu, conseguiu jogar na Europa. Que ele consiga realizar todos os sonhos. Um dia eu acho que vou falar com ele, vamos tirar uma foto juntos.”

Danielzinho não é mais aquele estudante com dificuldade para aprender como vencer na vida. A maior prova disso é que, com apenas 21 anos, já pensa no futuro e planeja sua aposentadoria das pistas. “Eu quero ser atleta até os 30 e poucos anos. Depois eu sonho em cursar Medicina Veterinária. Aí vou ter outra profissão.”

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